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Giovane Pereira assina nova coluna na Revista Persona sobre o poder da fofoca na construção de marcas

Nem toda fofoca é fútil. Algumas, inclusive, constroem reputação, movimentam comunidades e transformam marcas em assunto. Foi partindo dessa provocação que Giovane Pereira, gestor e diretor criativo do Estúdio Comunique, assinou uma nova participação na coluna Persona Marketing, da edição de Abril de 2026 da Revista Persona, trazendo uma reflexão sobre o papel da fofoca como ferramenta de construção de marca, presença e desejo dentro das comunidades.

Na coluna, Giovane propõe um olhar menos moralista e mais estratégico sobre o tema, mostrando como o ato de comentar, indicar, compartilhar e fazer circular percepções sobre pessoas, lugares e negócios está diretamente ligado ao fortalecimento das marcas que conseguem gerar conversa espontânea, identificação e relevância no cotidiano.

A publicação também dialoga com a nova campanha institucional do Estúdio Comunique, que parte justamente dessa ideia: marca forte vira assunto.

Mais do que chamar atenção, a proposta da campanha é provocar o mercado local a pensar sobre o verdadeiro valor de uma marca que é lembrada, comentada e desejada, não apenas por investir em comunicação, mas por construir algo digno de ser compartilhado.

Abaixo, você confere a matéria completa.

65% das nossas conversas são fofocas. E isso pode estar construindo, ou apagando, a sua marca.

A fofoca está em todos os lugares, ela aparece no comentário rápido entre uma reunião e outra, no áudio encaminhado no WhatsApp, na troca de impressões sobre um profissional, em um restaurante ou em um novo projeto. Está nos bastidores, nos intervalos, nos encontros informais e, muitas vezes, é ali que as decisões começam a ser formadas.

Nem sempre percebemos, mas boa parte do que pensamos, escolhemos e confiamos nasce dessas conversas aparentemente despretensiosas e os dados confirmam isso. Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade da Califórnia, divulgada pela plataforma Science of People, aponta que cerca de 65% das nossas conversas do dia a dia são, de alguma forma, fofocas. Isso equivale a, pelo menos, uma hora por dia falando sobre pessoas, experiências, comportamentos e opiniões.

Mas é importante deixar claro: fofoca não é, necessariamente, algo negativo. Na prática, ela funciona como um mecanismo social. É por meio dela que compartilhamos referências, trocamos percepções, validamos decisões e construímos repertório. Muitas dessas conversas são, na verdade, trocas valiosas e é justamente nesse espaço que marcas e negócios passam a existir de verdade. Porque fofoca, no fundo, é vínculo.

É uma rede invisível de confiança e proximidade, um ambiente onde as pessoas se sentem mais à vontade para serem autênticas, para opinarem com liberdade e para indicarem aquilo em que realmente acreditam. É nesse território que a comunicação deixa de ser discurso e passa a ser experiência compartilhada. E quando a fofoca aproxima pessoas, algo ainda mais potente acontece: ela forma comunidades.

Mas, nem toda fofoca é para todo mundo e isso diz muito sobre marcas. Marcas fortes não tentam falar com todos, elas escolhem com quem querem conversar, constroem uma linguagem própria e atraem pessoas que se identificam com seus valores, visão e forma de agir. Essas pessoas, por sua vez, se tornam multiplicadoras naturais da marca, elas comentam, indicam, defendem e compartilham, não porque foram impactadas por uma campanha, mas porque se conectaram de verdade.

É assim que a fofoca ganha escala. Quando ela se espalha, novos públicos surgem, novas conexões acontecem e, com elas, novos clientes também. Porque antes de qualquer conversão, existe uma conversa. Antes de qualquer venda, existe uma recomendação.

Por isso, existe uma provocação que faz cada vez mais sentido no cenário atual: A melhor fofoca é quando falam bem da sua marca. Mas isso não acontece por acaso: para que uma marca vire assunto, ela precisa ter clareza de quem é, consistência na forma como se comunica e, principalmente, verdade no que entrega. Posicionamento não é o que a marca diz sobre si, é o que as pessoas dizem quando ela não está presente.

No Estúdio Comunique, acreditamos que marcas fortes não nascem apenas do excesso de exposição, mas da qualidade das conexões que constroem. Branding, para nós, é sobre criar vínculos reais, sustentáveis e memoráveis e, nesse contexto, a fofoca deixa de ser ruído e se torna estratégia.

Porque, no fim, não é sobre aparecer mais, é sobre ser lembrado e comentado. Sobre quem vamos fofocar hoje?